Liturgia
Septies in die laudem dixi tibi
Disponibilizamos nesta página subsídios para aqueles que tenham o desejo de celebrar ou conhecer a liturgia monástica.
O Ofício Divino
A celebração diária da Eucaristia e do Ofício Divino reúne a comunidade várias vezes por dia na igreja do mosteiro, em celebrações sempre abertas a todos.
As Vésperas, cotidianamente, e as Laudes dos domingos e dias festivos são cantadas em latim; nos domingos e solenidades, também as Horas menores e as Completas. A Missa é celebrada todos os dias com canto gregoriano e, às quintas-feiras, toda a liturgia eucarística é celebrada em latim.
A Santa Missa
Tudo no mosteiro converge para o altar. A Missa conventual é celebrada todos os dias às 7:00 e, aos domingos e dias de preceito, às 9:00, sempre com canto gregoriano. Às quintas-feiras, toda a liturgia eucarística é em latim.
Sem pressa e sem enfeites: a comunidade, os hóspedes e os fiéis reunidos em torno do mesmo mistério.



Ao longo do ano



História
Os fundadores de Cister queriam viver a Regra de São Bento sem acréscimos. Na liturgia, isso significou voltar à fonte e cortar o supérfluo.
“Que o canto encante o ouvido e mova o coração; que nunca obscureça, mas realce o sentido das palavras.”São Bernardo, Carta 398
A Missa de outrora
A Missa latina da época, despida de tudo o que não fosse essencial.
Uma cruz de madeira
Com o Cristo pintado. No altar, uma só vela, num candelabro de ferro.
Nada de ouro
Cálices de ouro eram proibidos, mas podiam ser de prata dourada.
Sem dalmáticas nem capas
Casulas amplas e longas, mas sem seda nem bordados. O abade que usasse paramentos ricos podia ser condenado a jejuar a pão e água.
Começo breve
Ao pé do altar, o sinal da cruz e uma confissão curta.
Ofertório em silêncio
O pão e o vinho oferecidos num só gesto, em silêncio, sem nenhuma fórmula de oração.
Incenso, só no essencial
Usado apenas no ofertório.
A bênção do abade
Quando ele celebrava, abençoava a comunidade antes da fração.
Comunhão sob as duas espécies
Nos primeiros tempos, todos os monges comungavam também do cálice.
Confiteor
Tunc descendit sub medium gradus infimi ad dicendam Confessionem, quam dicit profunde inclinatus:
Confíteor Deo, et beátæ Maríæ, et ómnibus Sanctis, et vobis, fratres: quia peccávi nimis, cogitatióne, locutióne et ópere, mea culpa. Ideo precor vos, oráte pro me.
Orate, fratres
Postea versus ad conventum, extendens et jungens manus, voce paululum elevata dicit:
Oráte, fratres, pro me peccatóre: ut meum páriter ac vestrum in conspéctu Dómini acceptábile fiat sacrifícium.
R. Dóminus sit in corde tuo et in lábiis tuis, suscipiátque de mánibus tuis sacrifícium istud: et oratiónes tuæ ascéndant in memóriam ante Deum pro nostra, et totíus pópuli salúte. Amen.
“Estes hinos ambrosianos são os que nosso bem-aventurado Pai Bento nos convida a cantar na Regra, que decidimos observar neste lugar com o maior empenho.”
Santo Estêvão Harding
Projeto em andamento
O Hinário cisterciense
Uma edição bilíngue, latim e português, dos hinos do Ofício Divino para todo o ano litúrgico, preparada pela nossa comunidade.
Conhecer o projeto →