Nossa vida
O equilíbrio do horário beneditino
A atual geração de monges procura ser fiel à herança recebida, numa vida que mantém o horário beneditino e a tradição cisterciense do trabalho manual.
O trabalho
Para os cistercienses, a relativa monotonia do trabalho manual sempre foi valorizada como ocasião favorável para viver a presença de Deus na oração.
Os trabalhos da casa são os mais diversos, tanto manuais como de natureza mais intelectual. O trabalho monástico não deve ser apenas ocupação, mas real empenho dos que desejam contribuir para o sustento da comunidade, sendo assim uma exigência da pobreza. Tanto quanto possível, deve estar unido à oração pessoal, já que existem estados de oração compatíveis com as diversas atividades exercidas.
“Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto. […] A vossa vida está escondida com Cristo em Deus.”
Colossenses 3
A oração
A consagração do monge ao serviço e ao louvor de Deus no interior do mosteiro é o principal contributo que presta à Igreja, conforme ensinou o Concílio Vaticano II. Faz parte desse serviço, de forma eminente, a celebração diária da Eucaristia e do Ofício Divino, que reúne toda a comunidade várias vezes por dia na igreja do mosteiro, em celebrações sempre abertas a todos.
Mas a vida de oração do monge não se esgota nas celebrações litúrgicas. A oração pessoal prepara para o Ofício Divino e dele recebe o seu vigor, de tal forma que não há oposição, mas complementação.
Ordo diei
* Recreio. Há recreio, normalmente, em todos os domingos e dias de preceito, e nas quintas-feiras do Tempo Pascal.
O canto. As Vésperas, cotidianamente, e as Laudes dos domingos e dias festivos são cantadas em latim; nos domingos e solenidades, também as Horas menores e as Completas. A Missa é celebrada todos os dias com canto gregoriano e, às quintas-feiras, toda a liturgia eucarística é celebrada em latim.
A vida fraterna
Para São Bento, a busca de Deus não é apenas um esforço individual: os monges caminham juntos, solidários uns com os outros, na mesma procura e no mesmo desejo de Deus.
Muito importante é o desejo de uma autêntica comunhão fraterna, com o sincero desejo de partilha e a divisão dos trabalhos e responsabilidades, num clima de simplicidade, silêncio e oração que favorece a tarefa fundamental do monge, a busca de Deus.
Em vídeo
O sino, a entrada no coro e a oração da comunidade, em pouco mais de um minuto.
“Que há de mais doce, que há de mais agradável que esta ocupação que por si só representa aqui embaixo a imagem da sorte dos anjos e da vida futura?”
Gilberto de Hoyland